PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Última bolacha do pacote / The last cookie of the package

Vieste forte
Com jogos de conquista
E derrepente
Tudo pareceu fogo de vista.

Jogas-te o teu charme
Parecias um pavão
Com pequenos gestos
Chegas-te ao meu coração.

Senti-te recuar
Mais uma vez pensei na minha má sorte.
Depois descobri
Que te deves achar a última bolacha do pacote.

Sentada na praia de Cascais,
29 de junho de 2016
escrito à mão
14h45


You came on strong
With conquest games
And suddenly
Everything seemed to be fire view.

You play your charm
You seemed a peacock
With small gestures
You arrive to my heart.

I felt you step back
Again I thought of my bad luck.
Then I found out
You should find yourself the last cookie of the package.

Sitting on the beach in Cascais,
June 29, 2016
handwritten
2:45 p.m.


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