PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Sou uma ostra fechada / I'm a closed oyster

Sou uma ostra fechada
Com uma pérola escondida no meio
Quem me conseguirá abrir?
Quem se atreve a ser o primeiro?

Sou um tesouro
Difícil de descobrir
Há uma mapa para me encontrar
As suas pistas tens de seguir.

Sou um diamante em bruto
À espera de quem me conseguir burilar
Uma pedra preciosa
Rara de encontrar.

Sou um sonho
Tornado realidade
Só conseguirei ser
De quem me amar de verdade.

Sentada na gare dos comboios de Mem-Martins
6 de julho de 2016
escrito à mão
8h39

I'm a closed oyster
With a hidden pearl in the middle
Who will get me open?
Who dares to be the first?

I am a treasure
Hard to find
There is a map to find me
Its lanes you must follow.

I am a diamond in the rough
Waiting for those who get me hone
A precious stone
Rare to find.

I am a dream
come true
I only will be able to be
Of whom love me really.

Sitting in the station of Mem-Martins trains
July 6, 2016
handwritten

8:39 a.m.

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