PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Sou uma borboleta / I'm a butterfly

Sou uma borboleta
Não é da minha natureza ficar
Nem permanecer muito tempo
No mesmo lugar.

A vida é curta
Eu gosto de aproveitar
Adoro ler e aprender
Sonho em viajar.

O meu poiso
É em qualquer lugar
Voo muito facilmente
Sem me cansar.

Por favor te peço
Não tentes me agarrar
Dá-me liberdade
Preciso dela para voar.

Sentada no comboio da linha de Sintra
5 de julho de 2016
escrito à mão
17h47

I'm a butterfly
It's not my nature to stay
Not long remain
In the same place.

Life is short
I like to enjoy it
I love to read and learn
I dream of traveling.

My resting place
It is anywhere
I fly very easily
Without fail me.

Please I ask you
Do not try to grab me
Give me freedom
I need it to fly.

Sitting in the Sintra line train
July 5, 2016
handwritten

5:47 p.m.

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