🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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sábado, 13 de agosto de 2016

Hoje não sou poeta / Today I am not a poet

Hoje não sou poeta,
Não sou ninguém
Estendida neste extenso areal
Sou apenas uma mulher real.

Sou um ser em paz
Em dia de descanso
Não procurando ser perfeita
E que por fim a realidade aceita.

Aprendi a dar tempo ao tempo
A aproveitar o melhor da vida
Sendo fiel sobretudo a mim
Sinto-me mais compreendida.

Hoje não procuro ser ninguém
Apenas quero sentir
Respirar a liberdade
Deste estranho devir.

Sentada na numa praia em Cascais
24 de julho de 2016
17h07
Escrito à mão


Today I am not a poet,
I'm nobody
Extended in this extensive beach
I'm just a real woman.

I am a being in peace
On a rest days
Not trying to be perfect
And that finally accepts the reality.

I learned to give time to time
Taking advantage of the best of life
Being especially true to me
I feel more understood.

Today I do not try to be anyone
I just want to feel
To breathe freedom
Of this strange becoming.

Sitting on a beach in Cascais
July 24, 2016
5:07 p.m.

Handwritten

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