PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Sou um E.T / I am an E.T

Sou um E.T.
Perdi a minha nave
Estranha para quem vê
Uma rara ave.

Sou uma indigena
Que perdeu a sua tribo
Uma pessoa digna
Que não merecia tanto castigo.

Sou um ser errante
Nesta vida à deriva
Um unicórnio cavalgante
Uma bela diva.

Sou orgulhosamente diferente
De uma maioria cinzenta
Uma mulher inteligente
Que muito aguenta.

Sentada no comboio da linha de Sintra
Escrito à mão
4 de agosto de 2016
18h05


I am an E T
I lost my ship
Stranger to the beholder
A rare bird.

I am an indigenous
Who lost his tribe
A worthy person
I did not deserve much punishment.

I am a wanderer
In this life adrift
A unicorn to ride
A beautiful diva.

I am proudly different
Of a gray majority
An intelligent woman
That much can handle.

Sitting in the Sintra line train
Handwritten
August 4, 2016

18:05

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