PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sábado, 27 de agosto de 2016

Solitário Vádio / Lonely vagrant

Há dias em que tudo o que faço
Parece que é errado
Poucas coisas na minha vida dão certo
Tudo o que tenho é muito suado.

O azar persegue-me
Dele me tento livrar
Com muitas e tristes lágrimas
Da tristeza tento me libertar,

Um difícil karma
Que não me deixa respirar
Luto arduamente
Quase nunca saio a ganhar.

Um estranho feitiço
Sobre mim recaiu
Uma difícil sina
De um solitário vádio.

Sentada na minha cama em casa dos meus pais
Escrito à mão
9 de agosto de 2016
12h42


There are days when everything I do
It seems that is wrong
Few things in my life work out
All I have is very sweaty.

Bad luck haunts me
I try to get rid of it
With many sad tears
Of sorrow I try break free

A difficult karma
That don’t let me breathe
I fight hard
Almost never go out to win.

A strange spell
About me fell
A difficult fate
Of a lonely vagrant.

Sitting on my bed in my parents' house
Handwritten
August 9, 2016

12:42

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