PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Poesias Mundanas / Worldly poetry - Cada vez que leio um livro / Every time I read a book

Nonô

Cada vez que leio um livro
Viajo no pensamento
Posso ir a lugares longínquos
Perder a noção do tempo.

Vou até outras épocas
Parto para qualquer lugar
A imaginação flui
Começa a divagar.

A cada frase ou página
Um sonho quase real
A mente criativa sonha
Concebe um mundo ideal.

Sentada na mesa da cozinha em minha casa (Mem-Martins)
Poema manuscrito,
17 de outubro de 2018
8h00


Every time I read my book
I travel in thought
I can go to far places
Losing the notion of time.

I go until other times
I go anywhere
The imagination flows
He begins to ramble.

Every phrase or page
An almost real dream
The creative mind dreams
Conceive an ideal world.

Sitting at the kitchen table in my house (Mem-Martins)
Handwritten poem,
October 17, 2018
8:00 a.m.




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