PT: Diz-me... já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá! O meu nome é M.ª Leonor Costa, mas para ti, sou apenas a Nonô. Mais do que uma autora de 5 livros e participante em mais de 60 obras coletivas, sou uma alma que se recusa a ver o mundo a preto e branco. Este blogue é o meu palco e o meu refúgio. Aqui dou vida a Haikus, Contos, Romances e outras artes que ganham vida e sussurram verdades. Seja como júri em concursos ou a contar-te 'estórias' ao pé do ouvido. Da rádio aos eventos ao vivo, a minha voz é o fio que nos une nesta comunidade de Amigos da Nonô. O meu convite é sente a escrita, descobre o detalhe e deixa que a poesia seja também a tua linha de vida. 🌸✨
EN: Tell me... have you ever felt that words have colors? 🎨 Hello! My name is M.ª Leonor Costa, but to you, I am simply Nonô. More than an author of 5 books and a participant in over 60 collective works, I am a soul who refuses to see the world in black and white. This blog is my stage and my sanctuary. Here, I bring to life Haikus, Short Stories, Novels, and other arts that come alive and whisper truths. Whether as a jury member in competitions or telling you 'stories' in your ear. From radio to live events, my voice is the thread that unites us in this community of Friends of Nonô. My invitation is: feel the writing, discover the details, and let poetry be your lifeline too. 🌸✨

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sábado, 31 de outubro de 2015

Amores Platónicos / Platonic Loves - Sem ti... / Without you...

Sem ti... 
Sem ti o mundo continuou a girar
A vida seguiu o seu caminho
Um novo percurso tive de tomar
Mas agora sozinho.

Sem ti o sol continuou a brilhar,
As estações a se sucederem
As crianças continuaram a brincar
Sem se arrependerem.

Sem ti a vida prosseguiu
De uma forma um pouco diferente
Mas agora o futuro me sorriu
E tornei-me mais independente.

Sem ti há agora felicidade
Um mundo a descobrir
Esta é a estranha verdade
De quem voltou a sorrir.

Sentada no comboio da linha se Sintra (Sete Rios), escrito à mão,
16 de outubro de 2015, 17h27
  In Costa, M.ª Leonor. Amores Platónicos. Vol. I
Platonic Loves
Without you...
Without you the world keeps turning
Life went on his way
A new route I had to take
But now alone.

Without you the sun continued to shine
The stations to succeed
Children continued to play
Without regret it.

Without you life as continued
In a way somewhat different
But now the future smiled at me
And I became more independent.

Without you there is happiness now
A world to discover
This is the strange truth
Of who returned to smile again.

Sitting on the train line Sintra (Sete Rios), Handwritten,
on October 16, 2015, 5:27 p.m.
In Costa, M.ª Leonor. Platonic Loves. Vol. I
Nonô Poetry

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Amores Platónicos / Platonic Loves - Só eu sei... / Only I know...

Só eu sei... 
Só eu sei quanto sofri
As vezes que chorei
Como por dentro senti
Como sobre ti me enganei.

Só eu sei como foi difícil
A dor que carreguei
Saí de casa como um míssil
E longe recomecei.

Só eu sei como sobrevivi
Quando a tua vingança se tornou lei
Para no fim sentir que mereci
E que tudo isto superei.

Sentada no comboio da linha de Sintra (Monte Abraão)escrito à mão,
16 de outubro de 2015, 17h15
In Costa, M.ª Leonor. Amores Platónicos. Vol. I
Platonic Loves
Only I know...
Only I know how much I suffered
As many times I cried
As inside I felt
How about you I was wrong.

Only I know how difficult it was
The pain I carried
I left home as a missile
And far I restarted.

Only I know how I survived
When your vengeance became law
For in order to feel I deserved
And all of this I overcome.

Sitting on the train line Sintra (Mount Abram)Handwritten,
October 16, 2015, 5:15 p.m.
In Costa, M.ª Leonor. Platonic Loves. Vol. I
Nonô Poetry

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Poesias Mundanas / Worldly Poetry - O futuro espera-me / Future awaits me

O futuro espera-me

O futuro espera-me

Tenho de me concentrar

Tomar consciência

Do que preciso semear.

 

O presente desperta-me

Para a realidade

Quem hoje semeia

Colhe mais tarde com facilidade.

 

O momento é de espera

E de concentração

De investimento pessoal

Numa nova situação.

 

O presente é agora

O futuro pode ser já amanhã

O investimento tem de ser constante

Para a sorte se tornar um talismã.
Escrito à mão: Sentada à mesa da cozinha,
15 de outubro de 2015, 8h01.
 In Costa, M.ª Leonor, Poesias Mundanas. Vol. I
Worldly Poetry
Future awaits me

The future awaits me

I have to concentrate

To become aware

Of what I need to sow.

 

The present awakens me

To reality

Whoever sows today

Reaps later with ease.

 

The moment is of waiting

And of concentration

Of personal investment

In a new situation.

 

The present is now

The future may already be tomorrow

The investment must be constant

For luck to become a talisman.
Handwritten: Sitting at the kitchen table,
October 15, 2015, 8:01 a.m.
In Costa, M.ª Leonor, Worldly Poetry. Vol. I
 Nonô Poetry

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Catarse das Palavras: "A vida é um milagre" / Catharsis of Words: "Life Is a Miracle"

PT: A vida é um milagre

 

A morte está sempre à espreita,

há doenças inumeráveis.

As desistências são estreitas,

e tantas são incuráveis.

 

Perante tanta probabilidade,

ácida como vinagre,

hoje descobri a realidade:

A vida é um milagre.

 

Escrito à mão: Sentada na secretária do meu quarto,

10 de outubro de 2015, 22h13

In Costa, M.ª Leonor. Catarse das Palavras. Vol. I
Catharsis of Words

EN: Life Is a Miracle

 

Death is always lurking near;

the diseases are innumerable.

The paths to quit are not clear,

and so many are incurable.

 

In the face of so much likelihood,

acidic as vinegar,

today I discovered the reality:

Life is a miracle.

 

Handwritten poem: Sitting at the desk in my room,

October 10, 2015, 10:13 p.m.

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I
Nonô Poetry



Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 09/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 9, 2025.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Infância Renascida / Childhood Reborn - Pinto livros de criança / I paint children's books

Pinto livros de criança
Pinto livros de criança
Com lápis de várias cores
Com destreza e confiança
Aliviando as minhas dores.

Afio a ponta de cada lápis
Escolhido para colorir
Ajeito os óculos no nariz
E de cor a folha começo a cobrir.

Uma forma de o stress aliviar
Canalizando a concentração
Reaprendendo a brincar
Tranquilizo o coração.

Uma nova moda
Que em boa hora chegou
A cabeça deixe de andar à roda
Porque o cérebro sossegou.

Sentada na secretária do meu quarto, escrito à mão,
10 de outubro de 2015, 22h20
 In Costa, M.ª Leonor. Infância Renascida. Vol. I
Childhood Reborn

I paint children's books
I paint children's books
With colored pencils
With dexterity and confidence
Relieving my pain.

Sharpen the tip of each pencil
Chosen to color
I fix the glasses on the nose
And the color begins to cover the sheet.

A way to relieve stress
Channeling the concentration
Reapplying to play
I calm the heart.

A new fashion
That in good time has come
Head stop spinning
Because the brain settled.

Sitting at the desk in my room, Handwritten,
on October 10, 2015, 10:20 p.m.
In Costa, M.ª Leonor. Childhood Reborn. Vol. I
Nonô Poetry

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Catarse das Palavras: "Sinto um enorme peso" / Catharsis of Words: "I Feel a Huge Weight"

PT: Sinto um enorme peso

 

Sinto um enorme peso

das más escolhas que fiz.

Carrego dentro de mim um fardo

que me deixa infeliz.

 

Diariamente sou castigada;

na minha pele sinto a dor.

Uma má sorte por mim criada

que me traz um grande dissabor.

 

Sou vencida pelo desalento;

baixo os braços, desiludida.

Qualquer dia rebento

e embarco numa nova vida.

 

Escrito à mão: Sentada no comboio da linha de Sintra,

9 de outubro de 2015, 21h43

 In Costa, M.ª Leonor. Catarse das Palavras. Vol. I
Catharsis of Words

EN: I Feel a Huge Weight

 

I feel a huge weight

from the bad choices I made.

I carry a burden inside me

that makes me unhappy.

 

I am punished daily;

I feel the pain in my skin.

A misfortune that I created

that brings me great unpleasantness.

 

I am overcome by discouragement;

I drop my arms, disillusioned.

Any day now, I will break

and embark on a new life.

 

Handwritten poem: Sitting on the train on the Sintra line,

October 9, 2015, 9:43 p.m.

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I 
Nonô Poetry

Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 09/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 9, 2025.

domingo, 25 de outubro de 2015

Catarse das Palavras: "Começar a lutar" / Catharsis of Words: "Start Fighting"

PT: Começar a lutar

 

Tenho uma âncora no passado

que não me deixa navegar.

Quero pôr tudo de lado,

soltar amarras e remar.

 

Seguir no meu pequeno barco

para parte incerta.

Não me prendo no charco;

preciso de uma visão mais aberta.

 

Um oceano me espera,

para fazer acontecer.

Esperar pelo destino me desespera,

faz-me sentir desfalecer.

 

Tenho um olho no futuro,

nos objetivos que pretendo alcançar.

Tenho que na mesa dar um murro

e por mim começar a lutar.

 

Escrito à mão: Sentada no comboio da linha de Sintra,

 9 de outubro de 2015, 21h36

 In Costa, M.ª Leonor. Catarse das Palavras. Vol. I
Catharsis of Words

EN: Start Fighting

 

I have an anchor in the past

that won't let me navigate.

I want to put everything aside,

to release the moorings and row.

 

To sail in my small boat

to an uncertain place.

I won't be held in this stagnation;

I need a more open vision.

 

An ocean awaits me,

where I can make things happen.

Waiting for destiny despairs me;

it makes me feel faint.

 

I have an eye on the future,

on the goals I intend to reach.

I have to put my foot down

and start fighting for myself.

 

Handwritten poem: Sitting on the train on the Sintra line,

October 9, 2015, 9:36 p.m.

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I
Nonô Poetry



Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 09/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 9, 2025.

sábado, 24 de outubro de 2015

Infância Renascida / Childhood Reborn - De volta à adolescência / Back to adolescence

De volta à adolescência
Estou de volta à adolescência
Sem complexos nem complicações
A uma época em que não havia problemas
Em busca de boas emoções.

Faço uma viagem no tempo
Para me curar
Renascendo a adolescente em mim
O dia-a-dia é mais fácil de suportar.

Não sei ainda quando voltarei a crescer
Mas à fase adulta devo regressar
Por agora quero voltar a ser miúda
Para me reencontrar.

Mem-Martins, sentada na mesa da cozinha, escrito à mão,
9 de outubro de 2015, 7h55
In Costa, M.ª Leonor. Infância Renascida. Vol. I
Childhood Reborn

Back to adolescence
I'm back in adolescence
No complexes or complications
At a time when there were no problems
In search of good emotions.

I make a trip in time
To heal me
Reborn the teenager in me
Day-to-day life is easier to bear.

I do not know yet when I'll grow back
But in adulthood I must return
For now I want to be a girl again.
To find myself.

Mem-Martins, sitting at the kitchen table, Handwritten,
on October 9, 2015, 7:55 a.m.
In Costa, M.ª Leonor. Childhood Reborn. Vol. I
Nonô Poetry

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