🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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domingo, 4 de outubro de 2015

Catarse das Palavras: "Diálogo Interior" / Catharsis of Words: "Interior Dialogue"

PT: Diálogo Interior

 

O meu eu, fala comigo,

lambendo as suas feridas,

aprendendo a perdoar como um amigo,

compreendendo o que aconteceu nas nossas vidas.

 

É a voz da consciência,

a dualidade interior.

Não é preciso inteligência

para se sofrer por amor.

 

Uma reflexão dialética

de reordenação das ideais,

com norma e ética,

sem vaidades, nem peneiras.

 

Franco e direto,

com toda a honestidade.

Só ele, com o seu sentido reto,

pode trazer a lume a verdade.

 

Compreender o passado

e tudo o que se passou,

só depois deste diálogo

é que se sente que tudo mudou.

 

Poema manuscrito: Mem-Martins, sentada na gare dos comboios,

 21 de setembro de 2015, 8h35

In Costa, M.ª Leonor. Catarse das Palavras. Vol. I
Catharsis of Words

EN: Interior Dialogue

 

My self, speak to me,

licking its wounds,

learning to forgive like a friend,

understanding what has happened in our lives.

 

It is the voice of conscience,

the inner duality.

You do not need intelligence

to suffer for love.

 

A dialectical reflection,

a reordering of ideals,

with standards and ethics,

without vanity or pretense.

 

Frank and direct,

with complete honesty,

only it, with its upright moral compass,

can bring the truth to light.

 

To understand the past

and everything that occurred,

it is only after this dialogue

that you feel everything has changed.

 

Handwritten poem: Mem-Martins, sitting at the train station,

September 21, 2015, 8:35 a.m.

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I
Nonô Poetry




Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 09/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 9, 2025.

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