PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Catarse das Palavras: "Será que o destino existe?" / Catharsis of Words: "Does Fate Exist?"

PT: Será que o destino existe?

 

Por vezes sinto que a vida me leva,

mas não me agrada essa sensação.

Prefiro ter uma escolha

e seguir a minha intuição.

 

Lutar por objetivos

que desenho na minha mente,

mas por vezes a vida leva-me

e não me põe a par.

 

Nasci em Lisboa,

durante 35 anos nos seus arredores vivi.

O amor levou-me para longe

do lugar onde nasci.

 

Percorri cerca de 500 quilómetros,

a família ficou à distância.

Construí uma casa durante 4 anos,

mas os objetivos ganham cada vez mais importância.

 

O destino pode agora

pregar-me uma partida forte

e levar-me para mais longe,

cerca de 100 quilómetros mais a Norte.

 

Quero olhar para a vida

como se olha para um cavalo de corrida.

Tomar as suas rédeas com pulso forte

e não estar à mercê da sua investida.

 

Não posso permitir

que por mim o destino decida.

Quero ser dona do meu nariz

e comandar a minha vida.


Escrito: 15 de novembro de 2014


In Costa, M.ª Leonor. Catarse das Palavras. Vol. I

Catharsis of Words

EN: Does Fate Exist?

 

Sometimes I feel that life takes me

But I do not like that feeling.

I prefer having a choice

And follow my intuition.

 

Strive for goals

I design in my mind,

But sometimes life takes me

And do not put me occurring.

 

I was born in Lisbon

For 35 years I lived in their environs.

Love took me away

From the place where I was born.

 

I rode about 500 kilometers

The family stood at a distance

I built a house for four years

But goals are increasingly gaining importance.

 

The destination can now

Preach me a strong joke

And take me farther away

About 100 kilometers further north.

 

I want to look at life

Like looking up to a racehorse

Take their reins with a strong pulse

And not be at the mercy of its investee.

 

I can’t allow

What fate decides for me

I want to own my nose

And control my life.


Written: November 15, 2014

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I
Nonô Poetry

Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 05/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 5, 2025.

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