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sábado, 29 de novembro de 2014

Catarse das Palavras: "Amanhã o mundo pode acabar" / Catharsis of Words: "Tomorrow the World May End"

Nunca serei mãe,

jamais serei avó.

Nunca fui sobrinha,

na vida sinto-me só.

 

O meu âmago

sente-se ferido,

procura na vida

um novo sentido.

 

Sinto-me perdida

devido aos projetos que defini no meu passado.

Procuro seguir um só caminho,

mas eles levam-me para todo o lado.

 

Estou cada vez mais baralhada,

o meu estômago dói.

O meu coração se parte,

e o meu futuro se constrói e destrói.

 

Tudo muda muito rápido.

Quem estava comigo ontem hoje se foi.

Não houve tempo para tantas coisas,

ai como tudo isso me corrói.

 

Cada vez mais procuro

não definir o meu caminho.

Deixar o tempo correr

e assim encontrar o meu destino.

 

Preciso encontrar novamente a paz

que no caminho perdi assim.

Sentir alguma serenidade

e encontrar alento no fim.

 

Preciso conseguir sonhar,

mas não construir castelos de areia.

Apaziguar os ânimos,

porque a vida é uma teia.

 

O teu percurso cruza-se com o de outros,

de um momento para o outro deixa de se cruzar.

Nem sempre é fácil seguir em frente,

e assim ficas suspenso no ar.

 

O pior de tudo isto

é que já não se pode confiar.

Nos dias que correm,

até da nossa sombra devemos suspeitar.

 

No fundo de tudo isto,

sinto-me a espartilhar.

O tempo anda a brincar comigo,

e para algumas coisas está-se a terminar.

 

Lentamente vou perdendo o sentido

de tudo o que quis alcançar.

Vou-me sentindo sem piso,

já não sei para onde vou caminhar.

 

Não consigo fazer planos de longo prazo,

cada vez menos consigo sonhar.

Vivo o dia-a-dia

como se amanhã o mundo pudesse acabar.


Escrito: 19 de novembro de 2014

In Costa, M.ªLeonor. Catarse das Palavras. Vol. I

Catharsis of Words

EN: Tomorrow the World May End

 

I will never be a mother,

I will never be a grandmother.

I was never a niece,

in life I feel alone.

 

My core

feels wounded,

it searches in life

for a new meaning.

 

I feel lost

due to the projects I defined in my past.

I try to follow a single path,

but they take me everywhere.

 

I am more and more confused,

my stomach aches.

My heart breaks,

and my future builds and destroys.

 

Everything changes so fast.

Whoever was with me yesterday is gone today.

There was no time for so many things,

oh, how all this eats away at me.

 

More and more I try

not to define my path.

To let time run,

and so find my destiny.

 

I need to find peace again,

the kind I lost along the way.

To feel some serenity,

and find solace in the end.

 

I need to be able to dream,

but not to build sandcastles.

To calm my spirits,

because life is a web.

 

Your path crosses with that of others,

and from one moment to the next it stops crossing.

It is not always easy to move forward,

and so you are left suspended in the air.

 

The worst of all this

is that you can no longer trust.

These days,

we should even suspect our own shadow.

 

Deep down,

I feel constricted.

Time is playing games with me,

and for some things it is running out.

 

Slowly I am losing the sense

of everything I wanted to achieve.

I feel like I have no ground beneath me,

I no longer know where I am going to walk.

I cannot make long-term plans,

I can dream less and less.

I live day by day

as if tomorrow the world could end.


Written: November 19, 2014

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I
Nonô Poetry

Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 06/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 6, 2025.

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