🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Poesias Mundanas / Worldly Poetry - Autorretrato / Self-portrait

Self Portrait

M.ª Leonor Costa (Nonô)

Autorretrato

Não sinto ganância

Também não sou invejosa

Para mim só a essência tem importância

Acho-me pouco vaidosa.

 

Posso até ser um pouco egoísta

Por não partilhar tudo o que é meu

Sou por vezes altruísta

E tenho respeito por aquilo que é teu.

 

Não me sinto narcisista

Apesar de gostar muito de mim

Talvez dentro de mim o ego já não exista

Porque me esforcei para ser assim.

 

Livre procuro-me sentir

Dentro dos limites impostos à liberdade

Da vida tento usufruir

E com pouco ter felicidade.


Poema manuscrito: Sentada no autocarro que parte de Chaves com destino a Boticas, 24 de abril de 2015, 8h57
In Costa, M.ª Leonor, Poesias Mundanas. Vol. I
Worldly Poetry

Self-portrait

I feel no greed

I am not envious either

For me only the essence is important

I think I'm not very vain.

 

For not sharing all that is mine

I am sometimes selfless

And I have respect for what is yours.

 

I don't feel narcissistic

Even though I love myself very much

Maybe inside me the ego no longer exists

Because I've made an effort to be so.

 

Free I try to feel

Within the limits imposed on freedom

I try to enjoy life

And with little to have happiness.


Handwritten: Sitting on the bus from destination with Chaves to Boticas, on April 24, 2015, 8:57 a.m.
In Costa, M.ª Leonor, Worldly Poetry. Vol. I
Nonô Poetry

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