PT: Já sentiste que as palavras têm cor, mas que, por vezes, a tua dor não tem voz? 🎨 Olá, sou a M.ª Leonor Costa — a Nonô. Sou autora e mentora de escrita curativa. Acredito que a poesia não é apenas um género literário, é uma ferramenta de libertação. Ajudo-te a transformar as emoções que carregas — e que ainda não sabes como nomear — em palavras que curam e libertam. Aqui, a escrita é uma prática viva: um convite para leres com o corpo, desbloqueares o que está preso e encontrares, finalmente, a tua própria voz. 🌸✨ Queres começar a escrever a tua libertação? Junta-te a mim e descobre como.
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour, but your pain remains voiceless? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — Nonô. I am an author and a therapeutic writing mentor. I believe poetry is not just a genre; it is a tool for liberation. I help you transform the emotions you carry — the ones you cannot yet name — into words that heal and set you free. Here, writing is a living practice: an invitation to read with your body, unlock what is trapped, and finally find your own voice. 🌸✨ Are you ready to write your own liberation? Join me and discover how.

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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Poesias Mundanas / Worldly Poetry - Querida folha / Dear sheet

Querida folha

Querida folha

Obrigado por ouvires os meus desabafos

Os meus pensamentos mais descontentes

Os meus prantos e os meus sonhos.

 

Agradeço a tua disponibilidade

Sempre te encontras por perto

Posso contar com a tua amizade

Esteja tudo errado ou certo.

 

Sujo as tuas páginas

Com lápis ou caneta

Tu aceitas-me sempre

E dás-me a resposta mais correta.

 

Obrigado, mais uma vez

Não me canso de te agradecer

Pois, no mundo, como vês,

Amigos como tu, não são fáceis de aparecer.

 

Vou agora parar de escrever

Os meus pensamentos já conseguistes organizar

Sei que independentemente do que acontecer

Contigo sempre posso contar.

Poema manuscrito: Sentada no autocarro que parte de Chaves com destino a Boticas, 31 de março de 2015, 8h32
In Costa, M.ª Leonor, Poesias Mundanas. Vol. I
Worldly Poetry
Dear sheet

Dear sheet

Thank you for listening to my outbursts

My most discontented thoughts

My cries and my dreams.

 

I thank you for your availability

You are always close by

I can count on your friendship

Whether everything is wrong or right.

 

I dirty your pages

With pencil or pen

You always accept me

And give me the right answer.

 

Thank you, once again

I never tire of thanking you

For in the world, as you see

friends like you are not easy to come by.

 

I will now stop writing

My thoughts you have already organized

I know that no matter what happens

With you, I can always count on.

Handwritten poem: Sitting on the bus destination from Chaves to Boticas, on March 31, 20158:32 a.m.
In Costa, M.ª Leonor, Worldly Poetry. Vol. I
 Nonô Poetry

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