PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Poesias Mundanas: "O tontinho da aldeia" / Worldly Poetry: "The village fool"

PT: O tontinho da aldeia

 

Pobre alma nasceu sem sorte

Quis a vida que viesse ao mundo deficiente.

Com as suas limitações

Ele é simplesmente diferente.

 

O seu modo de falar é estranho

Assim como a sua forma de articular as ideias

É conhecido por todos

Devido às suas parcas maneiras.

 

É o tontinho da aldeia

Trabalha todo o dia na lavoura

Recebe a sua vida à jeira

A sua presença, ninguém ignora.

 

Ele bebe uns copos a mais

E diz muitos disparates

É uma alma solitária

Que vive sem nenhuns disfarces!

Escrito: 15 de dezembro de 2014
In Costa, M.ª Leonor, Poesias Mundanas. Vol. I

PT: "Este poema retrata a diferença e a autenticidade. Lê a reflexão sobre a valorização da individualidade: [Sou diferente]."

Worldly Poetry

EN: The village fool

 

Poor soul was born without luck

Life wanted him to come into the world handicapped.

With his limitations

He is simply different.

 

His way of speaking is strange

As is his way of articulating ideas

He is known by all

Because of his meager ways.

 

He is the village fool

He works all day in the fields

He takes his life in his stride

His presence, no one ignores.

 

He drinks a few too many drinks

And talks a lot of nonsense

He is a lonely soul

Who lives without any disguises!


Written: December 15, 2014
In Costa, M.ª Leonor, Worldly Poetry. Vol. I

EN: "This poem portrays difference and authenticity. Read the reflection on valuing individuality: [Iam different]."

Nonô Poetry




Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 12/12/2025.

Note: This article was revised and updated on December 12, 2025.

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