PT: Diz-me... já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá! O meu nome é M.ª Leonor Costa, mas para ti, sou apenas a Nonô. Mais do que uma autora de 6 livros e participante em mais de 60 obras coletivas, sou uma alma que se recusa a ver o mundo a preto e branco. Este blogue é o meu palco e o meu refúgio. Aqui dou vida a Haikus, Contos, Romances e outras artes que ganham vida e sussurram verdades. Seja como júri em concursos ou a contar-te 'estórias' ao pé do ouvido. Da rádio aos eventos ao vivo, a minha voz é o fio que nos une nesta comunidade de Amigos da Nonô. O meu convite é sente a escrita, descobre o detalhe e deixa que a poesia seja também a tua linha de vida. 🌸✨
EN: Tell me... have you ever felt that words have colors? 🎨 Hello! My name is M.ª Leonor Costa, but to you, I am simply Nonô. More than an author of 6 books and a participant in over 60 collective works, I am a soul who refuses to see the world in black and white. This blog is my stage and my sanctuary. Here, I bring to life Haikus, Short Stories, Novels, and other arts that come alive and whisper truths. Whether as a jury member in competitions or telling you 'stories' in your ear. From radio to live events, my voice is the thread that unites us in this community of Friends of Nonô. My invitation is: feel the writing, discover the details, and let poetry be your lifeline too. 🌸✨

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Poesias Mundanas: "Vivo num mundo à parte " / Worldly Poetry: "I live in a world apart"

PT: Vivo num mundo à parte

 

Vivo num mundo à parte

Onde mais ninguém habita

Um planeta só meu

Aonde tudo é catita.

 

Por lá há tudo o que preciso

Nunca sinto solidão

O meu corpo é a minha casa

E a lareira é o meu coração.

 

O meu cérebro é o hall de entrada

Para todas as outras divisões

É por ele que tudo passa

Até os pensamentos e as ilusões.

 

Os meus braços e pernas

São quartos móveis

O meu tronco é a sala de jantar

Guardando as minhas entranhas imóveis.

 

O meu corpo é o meu planeta,

A minha casa e o meu mundo

Nele resguardo-me e confio

E guardo o que me é mais profundo.



Escrito: 16 de dezembro de 2014
In Costa, M.ª Leonor, Poesias Mundanas. Vol. I

PT: "Este poema usa a metáfora do corpo como casa. Para a reflexão sobre a individualidade e aceitação do eu, lê: [Ser único]."

Worldly Poetry

EN: I live in a world apart

 

I live in a world apart

Where no one else lives

A planet of my own

Where everything is cool.

 

Over there, there is all I need

I never feel lonely

My body is my home

And the fireplace is my heart.

 

My brain is the entrance hall

To all other divisions

It is through it that everything passes

Even thoughts and illusions.

 

My arms and legs

Are mobile rooms

My torso is the dining room

Holding my immobile entrails.

 

My body is my planet,

My house and my world

In it I shelter and trust

And I hold what is deepest in me.


Written: December 16, 2014
In Costa, M.ª Leonor, Worldly Poetry. Vol. I

EN: "This poem uses the metaphor of the body as a home. For the reflection on individuality and self-acceptance, read: [Being unique]."

Nonô Poetry




Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 15/12/2025.

Note: This article was revised and updated on December 15, 2025.

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