🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Poesias Mundanas: "Vivo num mundo à parte " / Worldly Poetry: "I live in a world apart"

PT: Vivo num mundo à parte

 

Vivo num mundo à parte

Onde mais ninguém habita

Um planeta só meu

Aonde tudo é catita.

 

Por lá há tudo o que preciso

Nunca sinto solidão

O meu corpo é a minha casa

E a lareira é o meu coração.

 

O meu cérebro é o hall de entrada

Para todas as outras divisões

É por ele que tudo passa

Até os pensamentos e as ilusões.

 

Os meus braços e pernas

São quartos móveis

O meu tronco é a sala de jantar

Guardando as minhas entranhas imóveis.

 

O meu corpo é o meu planeta,

A minha casa e o meu mundo

Nele resguardo-me e confio

E guardo o que me é mais profundo.



Escrito: 16 de dezembro de 2014
In Costa, M.ª Leonor, Poesias Mundanas. Vol. I

PT: "Este poema usa a metáfora do corpo como casa. Para a reflexão sobre a individualidade e aceitação do eu, lê: [Ser único]."

Worldly Poetry

EN: I live in a world apart

 

I live in a world apart

Where no one else lives

A planet of my own

Where everything is cool.

 

Over there, there is all I need

I never feel lonely

My body is my home

And the fireplace is my heart.

 

My brain is the entrance hall

To all other divisions

It is through it that everything passes

Even thoughts and illusions.

 

My arms and legs

Are mobile rooms

My torso is the dining room

Holding my immobile entrails.

 

My body is my planet,

My house and my world

In it I shelter and trust

And I hold what is deepest in me.


Written: December 16, 2014
In Costa, M.ª Leonor, Worldly Poetry. Vol. I

EN: "This poem uses the metaphor of the body as a home. For the reflection on individuality and self-acceptance, read: [Being unique]."

Nonô Poetry




Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 15/12/2025.

Note: This article was revised and updated on December 15, 2025.

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