🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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sexta-feira, 11 de julho de 2025

✨ Vida Plena: 50 Conquistas Antes dos 50 🏆 16ª Vivi Sozinha e Cuidei de Mim com Autonomia 🏠🌿💪

Olá, queridos leitores!

No próximo dia 10 de agosto, vou celebrar 9 anos desde que comprei a minha casa - um marco que me lembra o quanto cresci e tudo o que vivi desde então.

Desde fevereiro de 2018, abracei uma etapa desafiante e transformadora: viver sozinha.

Foi nesse silêncio cheio de possibilidades que me reencontrei.

Cuidar de mim, da casa, das contas, dos horários — tudo era responsabilidade minha. E ao mesmo tempo… liberdade.

Aprendi a escutar-me melhor, a dar valor às rotinas que me sustentam, aos gestos que me confortam, aos momentos que me fortalecem.

Houve noites em que o silêncio pesou, e outras em que me embalei nele.

Descobri que estar sozinha não é o mesmo que estar só. É estar inteira.

Esta conquista não é só prática — é emocional, é espiritual, é profundamente pessoal.

Vivi dias difíceis, mas também celebrei pequenas vitórias: montar um móvel, pagar uma conta com o meu esforço, cuidar de mim com mimo e presença.

Hoje, sei que posso contar comigo. E isso vale ouro.

Poesias da Nonô
As minhas Gatas

📝 Poema: Morar em solitude


Fechei a porta. Dei dois passos.

Ouvi o eco — e o eco era meu.

A mim, aprendi a dar abraços,

pois no silêncio… só resto eu.

 

Na sala, as gatas dormiam

como se tudo estivesse certo.

O mundo lá fora corria,

mas aqui dentro, tudo estava em aberto.

 

O tempo andava descalço.

Não havia vozes, nem planos a dois.

Só o som do meu corpo,

a reaprender o agora… e o que fica para depois.

 

Organizei o dia. Cuidei das contas.

Decidi a hora do jantar. Ou não jantar.

Levei o lixo à rua, substituí a lâmpada,

respondi aos silêncios… e aos pesares por encarar.

 

As gatas seguiam-me os passos,

com a liberdade calma de quem não exige.

Houve noites em que chorei baixinho,

com uma dor que ainda me aflige.

 

Mas houve manhãs em que o sol me tocou

como se dissesse: fizeste bem em ficar.

Viver sozinha é viver inteira —

e hoje sei que comigo posso contar.

 

Isso vale mais do que qualquer promessa,

vale mais do que silêncio mal-acompanhado,

vale mais do que um meio amor…

isso é solitude. É amor de ouro banhado.

 

Vivi sozinha e cuidei de mim com autonomia,

porque muito me fizeram sofrer.

No início não foi escolha.

Mas acabei por me escolher.

 Série: Nonô Lê Versos do Blogue

🎧 Ouve aqui o poema em áudio: 

Poesias da Nonô

🎬 Vê e sente o poema neste vídeo:

E tu, já viveste algum período da tua vida a sós? O que aprendeste contigo nesse tempo?

Até amanhã, aqui no blogue

Despeço-me, como sempre, com o nosso habitual cumprimento:


Gratidão e Beijos Poéticos

M.ª Leonor Costa (Poesias da Nonô)

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