PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Catarse das Palavras / Catharsis of Words - Sem palavras / Speechless

Speechless

Imagem retirada da Internet e manipulada com/ Image taken from the Internet and manipulated with: https://photomania.net/editor
Sem palavras…
Para rebater tanta mesquinhez
E comparações sem nexo
Conversas sobre como o outro fez
Deixa o ouvinte perplexo.

Assuntos sem sentido,
Diálogos de circunstância
O silêncio não é vazio
É melhor do que especulações sem importância
Que provocam no interlocutor calafrio.

Sem palavras…
Para tanto requinte de malvadez
Sem desejar para o outro mal,
Afirmo que aguarde a sua vez
Ninguém está livre afinal.

Poupem-me,
Apenas isso vos peço
Deixem reinar a paz
Sei que é isso que mereço
E mal nenhum nos faz…

Minha Casa, Mem-Martins, Sintra, Portugal
Poema escrito a computador,
26 de abril de 2018,
17h01

Speechless…
To counter such meanness
And comparisons without link
Conversations about how the other did
It leaves the listener perplexed.

Meaningless subjects,
Circumstances Dialogues
Silence is not empty
It's better than unimportant speculation
That cause in the interlocutor shiver.

Speechless…
For such refinement of evilness
Without wishing for the other evil,
I say wait for your turn
Nobody is free at all.

Spare me,
Only this I ask you
Let peace reign
I know this is what I deserve
And bad none make us ...

My House, Mem-Martins, Sintra, Portugal
Computer-written poem,
April 25, 2018,
5:01 p.m.

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