PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Poesias Mundanas / Worldly poetry - Gaivotas em terra / Seagulls ashore

Seagulls ashore
Fotografia tirade por mim e manipulada com / Photograph taken by me and manipulated with:
Gaivotas em terra
Observando o mar
Ave que não voa
Não se consegue libertar.

Três gaivotas
Num rochedo à beira mar
Ao lado as ondas passam
Levando uma gaivota a voar.

Duas gaivotas
Permanecem no rochedo
Ainda não voaram
Porque têm muito medo.

Mais uma levanta voo
No sentido do sol
Resta apenas uma
Que procura um farol.
Praia do Estoril,
Poema manuscrito,
20 de agosto de 2018
18h56


Seagulls ashore
Watching the sea
Bird that does not fly
Can’t free itself.

Three seagulls
On a cliff by the sea
Alongside the waves pass by
Taking a seagull to fly.

Two seagulls
Remain on the rock
Have not yet flown
Because they are very afraid.

Another one raises flight
In the direction of the sun
There's just one
Looking for a lighthouse.
Estoril Beach,
Handwritten poem,
August 20, 2018
6:56 p.m.


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