PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

💌PT: Contacto / 💌EN: Get in touch:

marialeonorcost@gmail.com

terça-feira, 7 de maio de 2019

Catarse das Palavras / Catharsis of Words - Perdeu o brilho / Lost the brightness

Imagem retirada da Internet e manipulada com/ Image taken from the Internet and manipulated with: https://photomania.net/editor e https://www.fotojet.com/pt/apps/?entry=collage
Perdeu o brilho
Meteu-se num sarilho
Esmoreceu o sorriso
Ficou indeciso.

Deixou espaço para a dúvida
Abriu fenda e ferida
Instalou-se o medo
É melhor não meter o dedo.

Mau dia
A mascara perdeu a alegria
Não consegue disfarçar
A falta de brilho no seu olhar.

Comboio (Queluz)
Poema manuscrito,
21 de março de 2019,
9h03
 
Lost the brightness
Got into trouble
The smile faded
He hesitated.

Gave room for doubt
Opened crack and wound
Fear settled down
You'd better not stick your finger.

Bad day
The mask lost joy
Can not disguise
The lack of sparkle in his eyes.

Train (Queluz)
Handwritten poem,
March 21, 2019,
9:03 a.m.

Sem comentários:

Enviar um comentário

📩💖Formulário de Contacto / 📩💖 Contact Form

Nome

Email *

Mensagem *