🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Catarse das Palavras / Catharsis of Words - Hoje não estou para ninguém / Today I'm not for anyone


Imagem retirada da Internet e manipulada com/ Image taken from the Internet and manipulated with: https://photomania.net/editor


Hoje não estou para ninguém
fechei a porta ao mundo
não atendo telefone, nem campainha
mergulho num sono profundo.

Dispo a roupa que trago no corpo
Liberto traumas e mágoas
no silêncio me afundo
Ao som das correntes águas.

Faço ouvidos moucos
fecho-me no meu interior
Peço que não me interrompam
permaneçam no exterior.

Preciso de um tempo só meu
refugiar-me no meu ser
Amanhã estarei disponível
Irei novamente resplandecer.


Comboio (Túnel do Rossio)
Poema manuscrito,
15 de janeiro de 2019
18h12

Today I'm not for anyone
I closed the door to the world
I'm not answering telephone or bell
dive into a deep sleep.

I undress the clothes I bring in the body
Releasing traumas and sorrows
In silence, I sink
To the sound of the current waters.

I make small ears
I close myself inside
Please do not interrupt me
remain outside.

I need some time alone
take refuge in my being
I'll be available tomorrow
I will again shine.

Train (Rossio Tunnel)
Handwritten poem,
January 15, 2019
6:12 p.m.

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