PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Natal / Christmas - Quem comeu a última fatia do Bolo-Rei ?... / Who ate the last slice of Cake-King?...

 Who ate the last slice of Cake-King
Fotografia tirada por mim / Photograph taken by 
Quem comeu a última fatia de Bolo-Rei?...
Nem uma fatia restou
Quem terá sido o guloso?
Foste tu… adivinhei?

Ainda tens os dedos lambuzados
Do açúcar da cobertura
Mantém os dedos dobrados
Para esconderes a tua travessura.

Já não vou poder saborear
Deste já nem um bocadinho
Marchou rapidamente
Outros temos de comprar.
Comboio (Queluz-Belas),
Poema manuscrito,
14 de novembro de 2018
17h33

Who ate the last slice of Cake-King? ...
Not one slice left
Who would have been the sweet tooth?
It was you ... I guess?

You still have your fingers smeared
Sugar from the top
Keeps fingers folded
To hide your mischief.

I will not be able to taste
Of this no longer a bit
He marched quickly
Others have to buy.
Train (Queluz-Belas),
Handwritten poem,
November 14, 2018
5:33 p.m.


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