🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Poesias Mundanas: "Lisboa está quase submersa" / Worldly Poetry: "Lisbon is almost submerged"

PT: Lisboa está quase submersa

 

Do céu cai água a potes

Não para de chover

As ruas ficam alagadas

Porque a água não tem para onde correr.

 

Na zona ribeirinha

E noutros locais da cidade

Lisboa fica submersa

Por descuido e é essa a pura verdade.

 

A manutenção da limpeza das fossas e sarjetas

Custa à Câmara algum dinheiro.

Em tempos de crise poupa-se

E outros interesses vêm em primeiro.

 

É triste ver os peixes fora de água

E as pessoas em aflição

Eu até estou longe

Vi tudo através da televisão.

 

Ano após ano

O cenário de desolação se repete

O tempo vai passando

E tudo e mais alguma coisa se promete.

 

A realidade é que esta

Já não é uma nova situação

Lisboa fica quase submersa

E muitas pessoas sofrem devido à ordenação.


Escrito:17 de outubro de 2014
In Costa, M.ª Leonor. Poesias Mundanas. Vol. I

PT: "A falta de manutenção em Lisboa é, muitas vezes, uma questão de prioridades financeiras. Lê também a minha reflexão sobre a crise em [O dinheiro foge]."

Worldly Poetry

EN: Lisbon is almost submerged

 

Water falls from the sky in jars

It never stops raining

The streets are flooded

Because the water has nowhere to run.

 

In the riverside area

And in other parts of the city

Lisbon is submerged

Because of carelessness, and that's the simple truth.

 

Maintaining the cleanliness of cesspools and gutters

Costs the City Council some money.

In times of crisis, it saves money

And other interests come first.

 

It's sad to see the fish out of water

And people in distress

I'm even far away

I saw it all through the television.

 

Year after year

The scene of desolation repeats itself

Time goes by

And everything and more is promised.

 

The reality is that this

Is no longer a new situation

Lisbon is almost submerged

And many people suffer because of the ordinance.


Written: October 17, 2014
In Costa, M.ª Leonor. Worldly Poetry. Vol. I

EN: "The lack of maintenance in Lisbon is often a matter of financial priorities. Also read my reflection on the crisis in [Themoney runs away]."

Nonô Poetry

Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 12/11/2025.

Note: This article was revised and updated on November 12, 2025.

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