PT: Já sentiste que as palavras têm cor, mas que, por vezes, a tua dor não tem voz? 🎨 Olá, sou a M.ª Leonor Costa — a Nonô. Sou autora e mentora de escrita curativa. Acredito que a poesia não é apenas um género literário, é uma ferramenta de libertação. Ajudo-te a transformar as emoções que carregas — e que ainda não sabes como nomear — em palavras que curam e libertam. Aqui, a escrita é uma prática viva: um convite para leres com o corpo, desbloqueares o que está preso e encontrares, finalmente, a tua própria voz. 🌸✨ Queres começar a escrever a tua libertação? Junta-te a mim e descobre como.
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour, but your pain remains voiceless? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — Nonô. I am an author and a therapeutic writing mentor. I believe poetry is not just a genre; it is a tool for liberation. I help you transform the emotions you carry — the ones you cannot yet name — into words that heal and set you free. Here, writing is a living practice: an invitation to read with your body, unlock what is trapped, and finally find your own voice. 🌸✨ Are you ready to write your own liberation? Join me and discover how.

💌PT: Contacto / 💌EN: Get in touch:

poesiasdanono@gmail.com

sábado, 14 de novembro de 2015

Autopsicografia / Autopsychography

PT: Para que não haja más interpretações sobre os meus poemas e sobre aquilo que escrevo, cito hoje um poema de um conterrâneo meu Fernando Pessoa. Ambos nascemos na freguesia de Mártires, em Lisboa, mas em épocas diferentes e frequentemente revejo a minha criação poética neste seu poema.

EN: To avoid misinterpretations about my poems and about what I write today I quote a poem of my countryman Fernando Pessoa. We both were born in the parish of Mártires (Martyrs) in Lisbon, but at different times and often I review my poetic creation in this his poem.

PT: Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa

PT: Para ver como revejo a minha criação poética neste poema de Pessoa, lê o meu texto que explora o processo criativo: [Os meus poemas].

EN: Autopsychography (A minha tradução livre / My free translation)

The poet is a pretender.
Pretends so completely
That reaches to pretend it's pain
The pain that he really feels.
And those who read what he writes,
In reading pain feel good,
Not the two he had,
But that which they have not.
And so the wheel rails
Rotate, to entertain the reason,
This rope train
Called heart.

Fernando Pessoa translated by M.ª Leonor Costa Nonô

EN: To see how I review my poetic creation in Pessoa's poem, read my text that explores the creative process: [My poems].

 Nonô Poetry

Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 10/11/2025.

Note: This article was revised and updated on November 10, 2025.

Sem comentários:

Enviar um comentário

📩💖Formulário de Contacto / 📩💖 Contact Form

Nome

Email *

Mensagem *